segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dois dias em viagem foi o que constitui este fim de semana, já que ninguém sabe informar convenientemente as pessoas. Pois é, tive de ir a Beja porque me disseram que as aulas começavam hoje mas, afinal, quando cheguei hoje à escola, disseram me que as aulas começavam hoje para os alunos do quarto ano... Ainda me falta um bocadinho. Esqueceram-se foi de acrescentar esse pormenor quando para lá telefonei. Enfim... O que realmente me importa é que já estou de volta a casa novamente e, finalmente, vou ter uma merecida semana de férias, depois de um longo verão a trabalhar. Não foi fácil, mas também não posso dizer que tenha sido uma má experiência porque conheci pessoas extraordinárias que me acolheram muito bem, apesar de ser a sobrinha da chefe, não houve qualquer tipo de problemas que adviesse desse facto. Porém, também encontrei, assim como encontrar pelo resto da vida fora, pessoas que foram menos simpáticas e cordiais, por vezes foram arrogantes e superiores... pelos menos acharam que eram. Deixando isso de lado, não me posso queixar muito do trabalho, até gostei do que fazia, mesmo estando cerca de 10 horas em cima das pernas, a andar de um lado para o outro!
Ao menos não passei o Verão todo a olhar para as paredes da minha casa, com aquela sensação de vazio permanente. A verdade é que há dias, ao vislumbrar aquele que me diz muito, me apercebi que ainda não o consegui esquecer. Só consigo pensar nele, se estará bem ou não, o que tem andado a fazer. Aquele tipo de preocupações que se tem quando se ama alguém realmente.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Isto a entrar num caminho desmoronado novamente!
Ando a senti-me tão sozinha, aquela sensação de que me falta algo... Às vezes dou por mim a perguntar-me o que me falta, o que se passa, o que procuro. Não sei bem. Ainda! Mas esta falta de respostas interiores revolta-me, sinto-me triste e desmotivada, sinto um vazio por dentro que me deixa fora de mim!
Acho que só quando encontrar algo que preencha esse vazio, é que vou realmente entender que era esse algo que me fazia tanta falta... Espero que isso esteja para breve porque continuar assim não é para mim, não faz qualquer sentido uma pessoa sentir-se assim e sem saber qual a razão, o que lhe faz falta. Enfim...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Já terminaram as três semanas de estágio e posso dizer que é com uma grande pena que digo isto, já que o tempo foi demasiado curto, para o desenvolvimento de tantas competências, para assimilar tantas coisas novas e para aprender a melhor lidar com cada pessoa que entra nesta fase. Conheci pessoas extraordinárias, amorosas, muitas com patologias que são complicados e que precisam da nossa ajuda e, no final da experiência, quando se faz um balanço final de tudo, acabamos por nos aperceber de que quem mais nos ensinou foram eles, os utentes. Ensinaram-nos o quanto é importante respeitar para bem cuidar, o quanto é importante simpatizar, melhor dizendo, empatizar com as pessoas, ganhar a sua confiança, de forma a recriar uma relação que nos permita dispor de todos os meios para cuidar da melhor forma de todos aqueles que temos à nossa volta!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Entrámos agora na segunda semana de estágio e, até ao momento, não há nada a registar que tenha a ver com todo aquele medo que eu sentia de vir para aqui, aquele medo de que as coisas não fossem correr bem. Pelo contrário, tenho tido uma óptima experiência neste estágio e tenho podido conviver com pessoas maravilhosas, descobrir tudo aquilo que elas têm para nos ensinar, pois para além de todos os fundamentos científicos que têm de ser dados, há uma componente humana que tem vindo a ser fortemente desenvolvida. Os dias ali passam mais depressa, como se nem déssemos pelo tempo a passar, há tanta coisa para ver, para aprender, para fazer efectivamente que o tempo voa e nós que ali estamos nem damos por ele a passar. É uma alegria muito grande puder ajudar pessoas a sentirem-se bem, acompanhadas, terem alguém que as ouça, para além de lhes prestar os cuidados necessários, já que isso lhes permite sentirem-se acarinhadas e não mais um ou outro atirados para ali, um dia inteiro a olhar para as paredes!
Por outro lado, estes períodos são intercalados com alguma tristeza, por vezes sinto me um pouco vazia, como se me faltasse alguém bem perto de mim, uma pessoa que me apoiasse em tudo e me desse a segurança que preciso para acreditar mais em mim mesma. Sim, isso é definitivamente aquilo que mais me faz falta. Preciso disso, preciso de carinho, de abraço quente que diga "Estou aqui sempre". É disso que preciso!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ontem foi um dia extremamente stressante, acusei todos os medos, as angustias, tudo aquilo que me atormenta. Não sei bem o que é que me deu, mas de repente vi-me triste e só, apenas pensava nas próximas semanas que aí vêm e o que me espera, também o facto de estar desamparada novamente me deixou à beira daquela tristeza e solidão que andava escondida há já algum tempo. Hoje, na verdade, já me sinto de forma diferente, continuo a ter medo do que aí vem, mas estou mais serena.
Para falar a verdade, às vezes acontecem coisas um pouco estranhas comigo, não sei o que há realmente porque ora me sinto bem, mais pronta para enfrentar o dia que aí vem, ora descambo e só me dá para querer chorar e abandonar tudo, simplesmente desistir e não voltar para este lugar que não onde eu pertenço. Estou só, é verdade. Mas a vida é mesmo assim, umas vezesmais solitária, outras mais acompanhada. Enfim, há que suportar cada situação a seu tempo e com a alegria que é suposto existir em cada dia que passa!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Hoje é o dia dele... Não pensei nisso o dia inteiro, mas agora, ao bater da noite, e com a lembrança de que outro amigo também faz anos, a lembrança surgiu e com ela a nostalgia, as saudades de outros tempos... Saudades das conversas e dos sorrisos que trocávamos, dos momentos em que estávamos juntos, embora tivessem sido poucos. Foram os suficientes para me render e deixar-me cair nessa teia que me envolve até hoje, mesmo com a distância, com a falta de comunicação, com tudo isso que já não existe há um longo tempo, tempo esse que, ainda assim, não me fez perder a esperança de que um dia ainda nos vamos sentar e conversar sobre tudo aquilo que se passou entre nós, e também aquilo que não se passou, o porquê deste distanciamento, sem qualquer explicação, apenas uma conversa sem sentido!
Bem, agora mudando um pouco de assunto, está quase na altura de se iniciar um novo estágio, desta vez na Unidade de Cuidados Continuados. Sei que já tive uma experiência, embora não a tenha levado até ao fim, mas estou mais nervosa do que no primeiro, meio ansiosa até. Tenho medo do que me espera e, depois de saber de grandes injustiças à nossa volta, esse receio aumenta, pois a possibilidade de ser prejudicada está iminente.
Mas medos e angustias à parte, há que trabalhar e, agora que tenho a certeza que é isto que realmente quero fazer no futuro, só tenho que me empenhar e trabalhar. Tal como diz o Ricardo, Deus não é o único a dar uma mãozinha, se não for o nosso trabalho, nada será conseguido.
Quero acreditar que sou tão capaz como qualquer outra pessoa que está aqui comigo, a passar por todas estas experiências, tal como eu, afinal estamos todos no mesmo barco e, se remarmos todos para o mesmo lado, decerto a tarefa será bem mais fácil!
Por agora é tudo... Espero voltar em breve, mas sem esta tristeza momentânea que às vezes se apodera de mim, sem sequer pedir licença.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ena à quanto tempo que já cá não escrevo... E não posso dizer que tenha sido por falta de tempo,, pois esse tem sido de sobre nestes últimos tempos, se bem que esta pausa forçada esteja no fim.
Só posso dizer FINALMENTE. Isto de estar em casa não é para mim, é demasiado tempo sem qualquer ocupação, a não ser uma coisita aqui e outra acolá. Gosto de estar ocupada e mesmo muito ocupada é quando me sinto bem comigo, sinto-me util. Mas isto também tem o seu lado menos bom, ou seja, significa que vou ter que ir embora da minha casinha, que eu prezo tanto. Pois bem, cá está a velha história de que só em casa é que me sinto bem, mas é a verdade e não sei se algum dia me vou conseguir habituar a esta correria entre cá e lá, se vou se fico... Enfim, o que tem de ser tem de ser e não posso desapontar ninguém, nem a mim mesma, pois é aquilo que quero, que desejo intensamente.